domingo, 8 de novembro de 2009

"Gorgulho do milho"

As velhas glórias do Chão Sobral (cotas), num momento memorável para filhos e netos, quando o campo da bola estava resguardado por um pinhal verdejante.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

no fim do verão antes das primeiras chuvas

Festa da Castanha 2009 - ChestNut Feast

A representação do Chão Sobral nesta Festa da Castanha foi de peso. Começando pelo artesanato em xisto ...



Vítor Curinha e João Dias com com os seguintes produtos:
- artesanato em xisto
- jeropiga
- licores
- compotas
- queijo de cabra
- castanhas
D. Isabel Moreira com doçaria e bolos tradicionais


A associação e o assador de castanhas poupa lenha, "rocket-stove"

foi sempre a bombar castanhas !

A D. Maria de volta dos coscoréis

As facas de Chão Sobral são Corte Real ...

A Sra. Cristina Moreira com colares, brincos e anéis ...

O Sr. Nelson Lourenço com o seu artesanato ornamental para o lar ...

A D. Madalena com doçaria tradicional

Aqui se vê que o Chão Sobral não pára ...
Venha a próxima festa!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Memórias de José Pereira

Memórias

Tinha apenas oito anos
Quando cheguei ao Chão Sobral
Vindo do Porto Brandão
Cheguei eu e os meus manos
Ao todo éramos seis
Era grande a confusão

A casa para nós vivermos
Era muito pequenina
E já lá vivia a minha avó
Mas como éramos pequenos
Deitavamo-nos três na mesma cama
Para fazermos ó ó

Mas ainda morava mais alguém
Nessa casa tão pobrezinha
Mais dois primos e uma tia
E também a minha mãe
E quando vinha de Lisboa
O meu pai também lá dormia

Tudo isto se passou
Em tamanha algazarra
E alguma gritaria
Só lá faltava o meu avô
Porque já tinha morrido
Senão não sei como seria

Fui para a escola e andei descalço
Calquei geada pelos caminhos
E muita topada eu dei
Aquilo que mais realço
Foi de muito frio passar
E nunca me constipei

Como toda a criança
Eu gostava de brincar
Com os meninos da minha idade
E ainda tenho na lembrança
A Margarida, o Manuel Silva e a Fernanda
O Zé Patrocínio, a Casimira e o Zé Trindade

Na noite de São João
Aqueles ranchos que passavam
No Chão Sobral a cantar
Com o farnel e o garrafão
Quando iam para o Cabeço
Para à tarde merendar

Pela festa do Vale de Maceira
Ou da Senhora das Preces
Essa grande romaria
No Chão Sobral sem canseira
Os romeiros que passavam
Vinham cheios de alegria

A trabalhar nos pinhais
Comecei de muito novo
Que dureza, que canseira
Éramos como animais
Por aquelas serras acima
Com os rolos na lombeira

E a festa que se fazia
Quando se matava o porco
Para se comer os torresmos ou um bocado de assuã
Era sempre uma alegria
Provar o sangue cozido
Logo ali pela manhã

Quando íamos ao lagar
Fazer uma tibornada
Para provar o azeite novo
Levava-mos batatas para assar
E as vezes bacalhau
Era o conduto do povo

E na noite de Natal
A puxar-mos o carro dos bois
Como era linda a brincadeira
Para irmos ao pinhal
Buscar os cepos e lenha
Para acender-mos a fogueira


Lembro-me dos serões que se faziam
Quando o alambique trabalhava
Para se fazer aguardente
Pois alguns até diziam
Quando alguém trambaleava
Olha aquele já vai contente

E não me posso esquecer
Da festa de S. Lourenço
Nesse dia que alegria
Aquilo é que era comer
Chanfana até não querer mais
E dançar até ser dia

Meus amigos me despeço
Com saudades desse tempo
Rapazes e raparigas
E quando íamos pró Cabeço
No nosso rancho dançar
E cantar umas cantigas

Recordações do passado
E das nossas brincadeiras
Não me saem da memória
Ó meu Deus muito obrigado
Por viver todo este tempo
Para vos lembrar esta história

-- José Gabriel Mendes Pereira

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Desgarrada

DESGARRADA DE OUTROS TEMPOS

Já que és tão poeta,
Até no cantar tens proa!
Diz-me lá em cantigas
Quantas ruas tem Lisboa?!

Tem dezoito ao comprido,
Dezanove a atravessar!
E tu diz-me em cantigas,
Quantos peixes há no mar?!

Os peixes que há no mar,
Muitos vão beber ao fundo!
E tu diz-me em cantigas,
Quantos homens há no mundo!

Os homens que há no mundo,
Nem todos usam chapéu!
Diz-me lá tu em cantigas
Quantas estrelas há no céu?!

As estrelas que há no céu
Não as vou contar lá'cima!
E tu diz-me em cantigas
Quantos dentes tem a lima?!

Os dentes que tem a lima
Também os tem o limão!
Diz-me lá tu em cantigas
Se o amor me quer ou não?!

-- José Ramiro
http://www.chaosobral.org/hlcdomeuchao.htm

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Passeio BTT 2009


Bttistas chegam a Foz d'Égua e passam pela ponte de xisto sobre a Ribeira de Chãs d'Égua.
Imagem: JDias

quinta-feira, 2 de abril de 2009